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Levar dois bonsais confiados por outros à 100ª Kokufu-ten. Às vésperas da exposição no Museu Metropolitano de Arte de Tóquio, acompanhamos em silêncio as mãos de Koji Hiramatsu enquanto ele finaliza a troca de vaso e a Aplicação de musgo. Fazer uma árvore alheia erguer-se no mais alto palco — estamos presentes nesse tempo de preparação.
A 100ª Kokufu-ten. Neste palco marcante, Koji Hiramatsu não leva apenas suas próprias obras. Ele conduz até a mais alta exposição dois bonsais confiados por outras pessoas. O peso dessa responsabilidade não precisa ser explicado — ele transpira já no movimento das mãos durante os preparativos.
O que significa guardar a árvore de alguém e apresentá-la em uma exposição? Não é uma questão de técnica. É sentir que caminho de tempo aquela árvore percorreu, que sentimentos o seu dono carrega. Só a partir daí começa o trabalho de «finalizar». Ser chamado a assumir essa responsabilidade significa carregar também toda a confiança depositada.
Entre os preparativos finais antes da exposição está a troca de vaso. Do vaso de cultivo diário para o vaso de exposição. Essa única escolha muda completamente como a árvore se apresenta.
O que se quer revelar? Qual é a face frontal? A cor do vaso, sua profundidade, o perfil da borda — as mãos se movem respondendo a cada uma dessas perguntas. Não há uma resposta certa. Ainda assim, se existe alguém que escolhe sem hesitar, é alguém que ao longo de muito tempo foi cultivando as próprias respostas.
Nos preparativos finais da exposição está também a Aplicação de musgo. O musgo não é ornamento. É organizar o «chão» onde a árvore se ergue. Quando a terra desaparece e uma base verde se forma, a presença da árvore ganha outra dimensão. Dentro do vaso, nasce uma pequena paisagem.
Depois que a obra é levada ao local da exposição, já não é possível tocar nela. Por isso, o último acabamento acontece em meio a uma tensão silenciosa. Mais do que o que se acrescenta, o tempo necessário para julgar que já não é preciso tocar em mais nada é algo que se forma ao longo de uma longa prática.
A Kokufu-ten chegar à centésima edição significa que, por quase cem anos, houve pessoas que trouxeram seus bonsais até este palco. Nesse lugar onde se acumularam tanto tempo, tantas árvores e tantos sentimentos, mais um ano as árvores se alinham.
A árvore não consegue chegar ao palco sozinha. É o ser humano que a conduz. E agora, Koji Hiramatsu conduz as árvores que lhe foram confiadas. O que significa estar dentro dessa continuidade — é algo que me ocorre de repente, enquanto acompanho as mãos em seus preparativos.
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