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Observa-se com cuidado a composição do solo para Árvores caducifólias e para Coníferas, a partir das diferenças nos ciclos de Transplante. Por que o tamanho do grão varia, por que se adiciona Carvão de bambu — percorre-se, em silêncio, os motivos que habitam por trás do olho que mede.
Mistura-se Solo vermelho granulado com Cascalho de Kiryu, e a isso acrescenta-se Carvão de bambu. O processo em si parece simples. Mas por trás dessa composição vive uma ideia sobre «como cada árvore será cultivada daqui em diante».
Para Bonsai pequeno de Árvores caducifólias, utiliza-se um solo de granulometria fina, composto principalmente por Solo vermelho granulado de grão pequeno e Cascalho de Kiryu de grão pequeno. Para Coníferas como o Junípero chinês, prepara-se separadamente um solo mais grosseiro, tendo a Areia de montanha como base. Olhando apenas para a superfície, pode parecer que se está «adaptando à espécie», mas a verdadeira razão está em outro lugar.
As Árvores caducifólias têm um ciclo de Transplante que volta uma ou duas vezes por ano. Mesmo com solo de grão fino, é possível substituir a terra antes que as raízes fiquem comprimidas. O Junípero chinês, porém, é diferente. Quanto maior o intervalo entre transplantes, mais um solo demasiado fino prejudica a Drenagem da água quando as raízes se desenvolvem plenamente. Por isso o solo é mais grosseiro.
A escolha do solo é um cálculo inverso ajustado ao ritmo de manejo, não uma resposta à «preferência» da espécie. Decide-se a composição imaginando não apenas o estado atual da árvore, mas também como as raízes crescerão no tempo até o próximo Transplante.
O Carvão de bambu é adicionado à mistura para esterilização e melhora da Drenagem da água. Dentro do vaso, prepara-se silenciosamente algo que trabalha de forma invisível. A saúde da árvore não é sustentada apenas pelos trabalhos visíveis, como o Beliscamento de brotos ou a formação dos galhos.
A proporção da mistura pode ser feita a olho. O que importa não é o número, mas saber por que se faz essa escolha — quando se entende o motivo, é possível agir por conta própria conforme o estado da árvore. Não se trata de memorizar a composição, mas de capturar o pensamento que está por trás dela. A conversa sobre o solo continua até esse ponto.
O Transplante não é simplesmente organizar as raízes e transferi-las para uma terra nova. A composição do solo preparada dentro do vaso continuará a definir o ambiente das raízes pelos anos até o próximo Transplante.
De fora do vaso, o solo não se vê. Qual a composição, com qual intenção foi preparado — isso só sabe quem moveu as mãos. Mas a árvore responde, silenciosamente.
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