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A árvore após o transplante permanece num estado delicado. Com a melhoria da drenagem, a falta de água torna-se mais fácil de ocorrer, e nas noites frias o solo pode congelar e danificar as raízes. Como lidar com a árvore depois de concluído o trabalho, tirando partido do estufa de inverno.
Quando o transplante termina e a rega está feita, temos a sensação de que algo se conclui. Mas o que terminou foi apenas a sequência de tarefas.
O solo logo após o transplante drena muito melhor do que antes. Isso é positivo, mas significa também que ele seca mais rapidamente. A falta de água acontecida num momento de distração — esse tipo de falha costuma surgir discretamente, por volta do dia seguinte, quando a tensão já se dissipou.
Transferir ou não para o estufa de inverno — essa decisão não tem um número exato como critério. «Está um pouco frio» — esse murmúrio é o ponto de partida do julgamento.
As raízes após o transplante ainda estão a tentar adaptar-se ao novo solo. Se o congelamento se sobrepõe a esse processo, o solo levanta e as raízes cuidadosamente arranjadas ficam danificadas. Por isso, mais do que o valor do termómetro, a sensação de perceber o ar daquele dia é o que verdadeiramente conta.
Quem tem estufa de inverno e quem não tem pode fazer coisas diferentes. Mas a postura de continuar a observar o estado da árvore é a mesma, independentemente do ambiente.
Desde o transplante até à próxima brotação, há pouco trabalho visível. Ainda assim, os dias de inverno passados a perceber algo e a responder a isso vão moldando, silenciosamente, a forma que a primavera trará.
Mesmo depois de terminadas as tarefas, a relação com a árvore continua.
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