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Fase final do transplante de um junípero chinês. Da forma de pensar a posição de plantio em harmonia com o fluxo direcional da árvore, à fixação do ângulo de plantio com arame, até à etapa final de aplicar calda sulfocálcica na madeira morta no tronco e galhos. Depois de vaso e árvore se tornarem um, é daqui que as raízes finalmente começam a mover-se.
No dia do transplante, a primeira pergunta é esta: em que posição dentro do vaso colocar esta árvore?
O primeiro galho estende-se longamente para a esquerda. Acompanhando esse fluxo direcional, posiciona-se o centro de peso mais à direita do vaso, criando uma ampla margem à esquerda. «O protagonista é o bonsai, o vaso é suporte» — o critério para definir a posição está sempre do lado da árvore. Apreciar o vaso, gostar da sua forma, tudo bem. Mas enquanto o eixo de decisão estiver no vaso, a árvore nunca encontrará sossego.
Definida a posição, começa a luta com a terra. Coloca-se a árvore sobre o solo de plantio empilhado no centro do vaso e, sacudindo-a para os lados, vão-se guiando as raízes para baixo, cada vez mais fundo. Com a ponta dos dedos, empurra-se até aos cantos; com um martelo de borracha, bate-se nas laterais do vaso para transmitir a vibração.
Desta vez, por se tratar de um vaso raso, o solo grosso de drenagem foi omitido. Quando as condições mudam, os passos também mudam. Parece que existe uma forma fixa — mas talvez só se possa fugir a ela precisamente por a conhecer por dentro.
Puxa-se o arame diretamente para cima e aperta-se, fixando o ângulo de plantio para que não se mova. Neste único passo condensa-se uma das essências do bonsai.
Definir o ângulo é tomar uma decisão. E fixá-lo é continuar a defender essa decisão. Se a árvore oscilar minimamente, as raízes finas absorventes não se formam. O pegamento só começa dentro da estabilidade. Permitir a oscilação é abrir mão da decisão que foi tomada com cuidado.
Aplica-se a areia decorativa e rega-se abundantemente até que água limpa escorra pelo fundo do vaso. Por fim, aplica-se calda sulfocálcica no madeira morta no tronco e galhos recém-trabalhado. O mundo das raízes que não se vê, e o galho seco e branco que já parou no tempo — ambos são o retrato das horas que este junípero chinês foi acumulando.
Terminado o transplante, nada está completo. É daqui que as raízes, finalmente, começam a mover-se rumo à próxima estação. O transplante é um trabalho que semeia começos.
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