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A escolha da espessura é a primeira dúvida na aramação. Cerca de metade da espessura do galho para o Arame de alumínio, cerca de um terço para o Arame de cobre — mas isso é apenas um ponto de partida. Cada galho é diferente, e é tocando-os com as mãos que, aos poucos, vamos desenvolvendo nossa própria sensibilidade.
Na aramação, a primeira dúvida costuma ser a escolha da espessura. Para o Arame de alumínio, cerca de metade da espessura do galho; para o Arame de cobre, cerca de um terço — e a esses números sempre se acrescenta a ressalva: «são apenas uma referência».
Por que o Arame de cobre é mais fino? Porque, mesmo com o mesmo diâmetro, ele é mais resistente que o alumínio — se for grosso demais, exerce força excessiva sobre o galho. Escolhendo um fio mais fino, encontra-se o equilíbrio ideal: corrigir sem machucar. Por trás dos números, há uma razão assim.
A expressão «apenas uma referência» se repete — mas isso não quer dizer que não precisamos guardar esses valores.
Cada galho é diferente. Mesmo com a mesma espessura, há os maleáveis e os rígidos. Secos ou cheios de seiva. A sensação muda conforme a estação e o estado da árvore. O arame é algo que se escolhe tomando o galho nas mãos, em diálogo com ele. O número «metade» é o ponto de partida desse diálogo — o primeiro apoio para educar o olhar que lê os galhos por si mesmo.
Quando colocamos à mão um galho real com curvatura e o testamos, o efeito do arame torna-se visível. A curva nos mostra onde a força se concentra e onde ela escapa — e vamos percebendo isso enquanto movemos as mãos.
Conhecer os números e saber ler os galhos são coisas distintas. Primeiro conhecemos os números, depois tocamos os galhos. Nessa ida e volta, aos poucos vamos construindo nossa própria referência. Não há pressa. Os galhos estão sempre lá, à espera.
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